O Fecho éclair da Moral entre Direita e Esquerda

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Imagem: Cultseraridades

Por Gilberto Marinho

Observa-se certos tipos de seres humanos que outrora estão de um lado, migram para outro sem o menor dos pudores ou como dizem as más línguas “sem vergonha na cara”, bandeiam-se para o lado que está vencendo, que está em ascensão ou que lhe trará algum benefício ($).

Pois, bem trago à tona o que é ser de Direita ou de Esquerda neste país, haja vista parte da sociedade embananar a coisa toda e não entender patavina alguma. Nota-se que parece não haver um consenso fixo quanto a uma definição comum, mas iremos tentar informá-los.

As ideologias “esquerda” e “direita” foram criadas durante as assembleias francesas do século 18. Para o filósofo político Noberto Bobbio, embora os dois lados realizem reformas, uma diferença seria que a esquerda busca promover a justiça social, enquanto a direita trabalha pela liberdade individual. Lógico que as questões envolvidas são mais complexas.

Mas vamos nos aprofundar ainda mais, no Brasil, essa divisão se fortaleceu no período da Ditadura Militar, onde quem apoiou o golpe dos militares era considerado da direita, e quem defendia o regime socialista, era de esquerda. Com o tempo, outras divisões apareceram dentro de cada uma dessas ideologias.

Hoje, os partidos de direita abrangem (conservadores, democratas-cristãos, liberais e nacionalistas, e ainda o nazismo e fascismo na chamada extrema direita). Na esquerda, temos os (social-democratas, progressistas, socialistas democráticos e ambientalistas, na extrema-esquerda temos movimentos simultaneamente igualitários e autoritários).

Há ainda posição de “centro”. Esse pensamento consegue defender o capitalismo sem deixar de se preocupar com o lado social. A política de centro também pode ser chamada de “terceira via”, que idealmente se apresenta não como uma forma de compromisso entre esquerda e direita, mas como uma superação simultânea de uma e de outra.

O fecho éclair da moral, título deste post, faz alusão aos que são abertos ou fechados em relação a moral, que deriva do grego “mores”, relativo aos costumes e sendo um conjunto de regras no convívio, ou atua como forma de controle social, e você escolhe o lado a que irá pertencer. Maiores detalhes vide imagem acima.

A moral é autônoma, imposta pela consciência do homem, é unilateral, por dizer a respeito apenas do indivíduo, e é incoercível, não é exigível por ninguém, portanto, você briga com sua consciência constantemente, analisando se seu ato ou atitude está certa ou errada perante a sociedade, preocupando-se com o que os outros vão pensar ou julgar, ao invés de você preocupar-se.

Direita e esquerda também têm a ver com questões morais. Avanços na legislação em direitos civis e temas como aborto, casamento gay, desarmamento e legalização das drogas são vistas como bandeiras da esquerda, com a direita assumindo a defesa da família tradicional.

Fonte: Andréia Martins (UOL)

Meus Heróis Não Morreram de Overdose

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Imagem de A Casa de Vidro

Por Gilberto Marinho

Começo este post, enaltecendo a celebre frase de Charles Darwin, dizendo que – “Não é o mais forte, nem o mais inteligente que sobrevive mas o que melhor se adapta as mudanças“, e tenho observado inúmeros jovens e adultos que idolatram e endeusam alguns seres repugnantes da existência humana.

Alcoólatras, psicopatas, doentes mentais, genocidas, enfim, homens bombas, integrantes de seitas extremistas, dependentes químicos, etc. Inúmeros seres que alcançaram poderes absolutos em seus países e dizimaram milhares de vidas em nome de um propósito ou desejo pessoal, trazendo sofrimento, medo e servidão a seu povo, e são festejados como heróis.

Meus heróis não morreram de overdose porque não tiveram tempo para se drogarem, o tempo deles não era ocupado com protestos e vandalismos, ao invés deles protestarem, saíram em campo e arregaçaram as mangas e foram à luta, tapando as lacunas de um sistema falho, dedicaram suas vidas em ajudar o próximo, esses é que são heróis.

Reinaldo Azevedo em seu texto, afirma que – “Os meus heróis não morreram de overdose porque isso é luxo que não se consente a determinadas faixas de renda. Essa “overdose” sempre supõe que o tal “herói” foi uma espécie de paladino da luta contra a opressão. Qual opressão? Qualquer uma que possa servir de pretexto para enfiar o pé na jaca. Se meus heróis não morreram de overdose, tive, isto sim, amigos de infância e pais de amigos que se meteram com a bandidagem e o narcotráfico e que hoje estão mortos”.

Meus heróis viveram para dar o exemplo a ser seguido, a Bíblia diz que: “Deus não criou nenhuma de suas criaturas para o sofrimento eterno”. E Nelson Mandela disse – “Que ninguém nasce odiando outra pessoa pela cor de sua pele, por sua origem ou ainda por sua religião. Para odiar, as pessoas precisam aprender, e se podem aprender a odiar, podem ser ensinadas a amar.

Portanto, é uma questão de escolha, e como diria Madre Teresa de Calcutá – “As mãos que ajudam são mais sagradas do que os lábios que rezam”. Tem coisas que Deus dá pra gente aprender, e tem coisas que Deus só dá quando a gente aprende.

Reflitam

Fonte: Reinaldo Azevedo (Veja)

Do Tronco ao Poste

Um texto descrito abaixo da imagem de capa do Jornal Extra, do Rio de Janeiro, eivado de comparações indignas, fazendo pouco caso das vítimas do assalto, dizendo:

Imagem Jornal Extra de 06JUL2015

Os 200 anos entre as duas cenas acima servem de reflexão: evoluímos ou regredimos? Se antes os escravos eram chamados à praça para verem com os próprios olhos o corretivo que poupava apenas os “homens de sangue azul, juízes, clero, oficiais e vereadores”, hoje avançamos para trás. Cleidenilson da Silva, de 29 anos, negro, jovem e favelado como a imensa maioria das vítimas de nossa violência, foi linchado após assaltar um bar em São Luís, no Maranhão. Se em 1815 a multidão assistia, impotente, à barbárie, em 2015 a maciça maioria aplaude a selvageria. Literalmente – como no subúrbio de São Luís – ou pela internet. Dos 1.817 comentários no Facebook do EXTRA, 71% apoiaram os feitores contemporâneos.”

Logicamente que não apoiamos tal selvageria ou incitamos a violência, mais esse jornal para vender suas matérias enche de adjetivos benéficos, o tal assaltante, acredito que ele fez uma escolha na vida, a escolha errada, ele poderia optar por estudar, trabalhar, ser honesto e levar uma vida digna, mas decidiu pelo caminho contrário.

Diariamente milhares de jovens pobres, favelados, negros que possuem caráter e dignidade, batalham para ser honestos, e esse assaltante, foi vítima dele mesmo, do mal que pregoava e que voltou-se contra si, da violência que interpôs à sociedade, que a devolveu na mesma moeda.

Quando esses assaltantes, adentram em residências de pessoas fidedignas, os ameaçam com armas, os amarram e amordaçam, causam torturas físicas e psicológicas, para conseguir dinheiro e bens, o trauma permanece para a vida toda, não observamos a imprensa dar tal importância, não observamos contabilizarem os prejuízos emocionais, não observamos os direitos humanos manifestarem-se, não observamos as vezes a Polícia agir com tamanho afinco.

A sociedade está cansada de ser assaltada, está cansada de sofrer com a violência desses marginais, está farta de trabalhar dia a dia para conquistar seus bens e pecúlio e serem levados na maior facilidade. Parece que este jornal apoia este tipo de crime, ou que nenhuma atitude deveria ser tomada?

Comparar assaltantes, bandidos e marginais aos escravos que lutavam por seus direitos de cidadania, querendo ser livres e cuidar de suas famílias. Este cidadão assaltante era livre, praticava o mal, semeava o terror a suas vítimas, tinha direito de escolha, os escravos não e sofreram terrivelmente, e ainda carregam marcas dessa herança até hoje.

Gilberto Marinho